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[CRITICA] Percy Jackson e o Mar de Monstros

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           Percy surpreende em sua nova aventura. Thor Freudenthal mais ainda.

                 Primeiramente, gostaria de deixar bem claro, que essa é uma crítica de opinião, e que os leitores desta podem concordar ou não com essa. Lembrando que como uma crítica, este texto contém revelações sobre o enredo do filme.

Assisti hoje ao filme Percy Jackson e o Mar de Monstros, e minha opinião, é que o filme foi ótimo. Isso não anula o fato de que ele poderia ser melhor, mas em si, foi ótimo. E que por mais que alguns fãs tenham saído decepcionados, podemos ver certa gratidão por parte do filme aos fãs. Indo por partes, no inicio do filme, podemos ver uma abertura simples, mas que consegue prender o fã e fazer com que seu estômago quase saia pela boca; foram três anos de espera, e uma abertura simples deu um contraste muito bom ao filme. Mostrar os semideuses quando crianças foi uma introdução perfeita à trama; e de certa forma, chocante, pois vemos pela primeira vez nos filmes uma época em que Luke e Annabeth eram amigos, e uma nova garota que até então não se conhecia: Thalia, a filha de Zeus que virara um pinheiro para proteger o acampamento. Começar o filme com essa ideia de sacrifício traz a quem assiste uma sensação de pena e tristeza, perfeita para dar inicio a uma aventura.

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É possível reparar uma enorme evolução em relação ao primeiro filme; Em Percy Jackson e o Ladrão de Raios, quase que não se pode dizer que o roteiro foi adaptado; pois Columbus e sua equipe apenas pegaram a base do filme e criou uma história em cima desta, focando apenas os protagonistas e o miolo central da trama,  sem a preocupação de ser leal, e ai entra o papel muito difícil que Freudenthal pegou e teve que solucionar; ele e os roteiristas não tiveram apenas que pegar uma história e adaptá-la para o cinema, e sim concertar incontáveis erros cometidos em O Ladrão de Raios: e conseguiu fazer isso muito bem.

Muitas pessoas reclamam que o filme não foi tão fiel ao livro, mas vamos fazer uma análise sobre adaptação; Não existe um único livro lançado como filme que tenha sido completamente leal ao livro, e Percy Jackson em si, se torna uma história ainda mais difícil de ser adaptada, pois em cada capitulo se tem algo que tem a necessidade de ser usado, e o livro não é do tipo de livro que se tem elevados piques de ação e baixos momentos de calmaria; Riordan escreve uma trama agitada e rápida, e é exatamente isso que prende tanto os fãs aos livros. E infelizmente, esse tipo de livro é difícil de ser adaptado, pois infelizmente, a direção é obrigada a tirar alguns detalhes que por muitos são considerados “especiais” dos livros, pois em um tempo limitado, é necessário que a trama do livro em sua essência seja contada, eliminando algum ou outro detalhe. Podemos citar por exemplo, o fato de O senhor dos Anéis ser bem adaptado, pois o livro existem piques de ação e momentos (mais de 50 páginas) de pura calmaria, enquanto Percy, temos uma linha tênue e constante entre ação e trama, dificultando a adaptação, sem dizer que a história no livro é narrada do prisma óptico de Percy, e no cinema, temos uma história narrada em terceira pessoa em sua maioria, dando uma tarefa difícil para Thor, que conseguiu fazer pelos seguintes motivos; fez um bom filme, recuperou os detalhes essenciais retirados do seu antecessor, concluiu a trama sem deixar interrogações, e fez um bom trabalho pra quem também não é fã; pois o filme, independente de quem assiste, também é feito para quem não conhece a saga e apenas aprecia a arte do cinema.

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Outro dos pontos positivos foi a trilha sonora. Dessa vez, tivemos uma “música tema” para o filme; uma parte da faixa “Main Titles”, da trilha sonora, foi repetida em diversos momentos do filme, e isso é algo positivo, pois dá identidade ao filme e  traz emoção aos fãs. A trilha das cenas que envolvem Thalia, o velocino e a proteção do Acampamento em sua maioria emocionam; cantos líricos e uma sonoridade doce e “mágica” faz todos arrepiarem. Enquanto a atuação, temos boas interpretações por parte do trio principal, e gostaria de dar destaque também a Clarisse: Leven Rambin entrou na valentona de ponta, e destacou em suas cenas.

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Por mais que o filme siga em uma linha tênue de aventura, temos alguns momentos de comédia (a indiferença do Sr. D em relação a Percy e a ironia de Clarisse), alguns momentos tristes e surpreendentes, como a “morte” de Annabeth, e alguns momentos de ação, como a fuga do Princesa Andromeda; em Percy Jackson, sempre que Percy usa seus poderes de forma grandiosa, todos que gostam da saga se emocionam, e isso é involuntário. Por parte dos efeitos, tivemos um filme normal; nenhuma cena excepcionalmente brilhante, mas nenhuma cena malfeita também, com a única exceção da batalha de Luke e Percy no final, quando vemos um dublê caindo no lugar do jovem filho de Hermes. A fotografia do filme também foi um ponto positivo; o filme acabou que ficou com um clima bastante colorido, salvo algumas cenas noturnas, que dificulta um pouco isso. E a equipe de mixagem de som também fez um excelente trabalho, principalmente nas cenas de ação no Acampamento e em Caríbdis.

O fato de o filme ser em 3D não afeta muito; o 3D não é um ponto a ser considerado especial, pois não tem nenhum momento em que a tecnologia realmente altera a trama, sendo somente um adicional de você poder ver as cenas com três planos dimensionais.  Não é recomendável que se assista ao filme dublado, pois a dublagem também não saiu das melhores.  Outra coisa que pecou no filme na minha opinião foi o seu final; o filme teve uma explicação desnecessária de Percy, de forma que se acabasse com apenas “Eu sou Thalia, filha de Zeus” seria mais impactante, usando do mesmo método que David Yates usou em Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1, o diretor obrigaria todos os fãs a assistirem a sequência da saga sem a necessidade de uma explicação daquelas no final.

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No geral, vi o filme como um bom filme, observando tanto tecnicamente quanto pessoalmente. Se alguém quiser ir ao cinema para assistir uma adaptação completamente fiel ao livro, recomendo que fique em casa lendo os livros e apenas imaginando, pois isso é tecnicamente impossível, e analisando assim, gostaria de destacar novamente, que Thor Freudenthal fez um excelente trabalho, e a FOX também, em colocar a obra nas mãos de um diretor que fez um bom trabalho com um filme.

Acabando, minha nota para Percy Jackson e o Mar de Monstros é 8.5/10, pois assim como todos os filmes tentam, conseguiu agradar o publico alvo e o publico geral ao mesmo tempo. Não é evidentemente uma superprodução cinematográfica, mas conseguiu concertar o ultimo filme e concluir sua trama, e agora, que as coisas já estão nos seus conformes, é com certeza que arrisco: Percy Jackson e a Maldição do Titã será um grande feito.

Crítica de Marcello Oliveira Costa
Colunista do Sobre Sagas 

Participante do Sobre Sagas desde 2013, entrou na equipe como Colunista do site. Potterhead desde 2006, viu em Potter a oportunidade de se apaixonar por literatura fantástica (O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo, Percy Jackson), e atualmente também tem se apaixonado por distopias (The Hunger Games) e dramas mais densos.
  • Carol

    Oi! Sou uma grande fã de percy jackson, os livros, porque eu, particularmente, acho o filme uma bosta! Tudo bem não ser totalmente fiel ao livro, mas foi mudada MUITA coisa (Só o final inteiro) ! Não acho que isso é certo com os leitores. Eu já tinha achado o primeiro filme muito ruim, mas decidi dar uma segunda chance e assisti ao mar de monstros, mas se lançar a maldição do titã (improvável, eu diria) não vou assistir como uma forma de protesto! Daria 2,0 para o filme :/