O Sobre Sagas foi convidade e o Jhon teve o privilégio de assistir Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos no dia 15 de agosto, e como sempre, fomos os primeiros a chegarem à seção, estando o Shopping ainda fechado. O filme foi mais que satisfatório; em muitos aspectos, e com certeza vai ser uma satisfação para os fãs que o assistirão, principalmente para esses, já que o fandom da obra de Cassandra Clare vem expandindo cada vez mais em todo o mundo, e o filme vem para apimentar todo esse movimento. Lembrando que, assim como nossas outras críticas, esta tem SPOILERS é um texto de opinião.

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Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos é assim como o livro, uma obra direcionada para o público jovem, e este teria tudo para ser um filme normal de aventura, mas se superou. Temos um filme com um clima sombrio e que dá sentido a sua divulgação: A frase Dois mundos irão colidir fica bem clara no inicio do filme: quando vemos a jovem Clary com uma vida completamente normal, o filme com uma atmosfera completamente normal de uma vida adolescente em Nova York. Ela e o amigo Simon vão para uma boate comemorar seu aniversário, e até então, tudo normal. E é nesse momento exato em que mundos se colidem; Clary vê Jace e seus amigos Caçadores de Sombras.

Nesse momento, de tem duas surpresas: primeiro, vemos que a cena é diferente do filme; os shadowhunters não se preocupam em levar o demônio para um galpão para poder matá-lo, eles assassinam no meio da boate mesmo, e isso tem sentido; se shadowhunters não são vistos por mundanos, porque se preocupariam em se esconderem em um galpão? E em segundo lugar, nessa cena ocorre a suposta “colisão”; o filme perde o tom de normalidade que leva até então da vida de Clarry, e ganha um tom mais sombrio, que a cada cena que se passa fica mais. E nessa cena você vê todos os mundanos observando uma Clary paranóica, fato este ligado ao choque dos dois mundos, e é tudo bem repentino.

O filme começa a ter uma fotografia cada vez mais escura e sombria, chega alguns momentos que isso já pode ser visto como um ponto negativo; em algumas cenas o clima fica tão escuro, tão escuro, que não se consegue ver e entender direito o que se passa na mesma. Porém esse ponto “negativo” se anula facilmente quando se trata da equipe técnico-artística do filme: a equipe de arte conceitual fez um trabalho simplesmente fantástico; podia-se ver nos mínimos detalhes toda precisão, desde as marcas dos shadowhunters até os cenários todos perfeitos, o Instituto então, você é realmente imerso no livro e fica simplesmente apaixonado com a história com tanta precisão. A Equipe de Efeitos Visuais e mixagem de som também marcou o filme; cada efeito e detalhe foi perfeitamente transmitindo, dando um show de computação gráfica e aquele tom mágico ao filme.

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O filme segue de principio o mundo comum, após, temos um momento de dúvida e mistério; a cena dos Irmãos do Silêncio tem uma atmosfera realmente sombria; nela vemos Clary criança, e com todo o clima que os Irmãos também trazem no filme, a linha de suspense do filme começa a se desenrolar, dando inicio aos tantos piques de ação que se segue.

Quando se trata de enredo, o filme satisfaz todos aqueles fãs que querem ver um filme quase copiado do livro; Herald Zwart e sua equipe fazem um excelente trabalho, e isso acrescido a toda precisão da equipe técnica fez com que o filme fosse realmente singular à obra de Cassandra. Mas assim como toda adaptação, percebe-se mudanças no enredo original; como por exemplo, o fato de Hodge pedir a Valentim que conte a Clary e Jace que eles sendo irmãos, e esclarecendo que isso é uma mentira. No livro, Valentim apenas conta a eles que são irmãos, e o proceder dessa informação é revelado apenas nos próximos livros, nessa parte, o roteiro peca um pouco, mas isso tudo é anulado se comparado a trama geral do filme, muito bem adaptada.

Quanto aos personagens, muitas pessoas criticaram o elenco, mas Zwart também surpreendeu; temos uma ótima atuação por parte da maioria dos atores, a Lilly Collins é sem dúvidas a perfeita Clary, e o Jamie conseguem entrar no papel de Jace, e assim como no livro, ele passa toda aquela provocação misturada com ironia, provavelmente garantindo a aprovação das garotas que gostam da saga. Enquanto a entrar no papel, temos também uma ótima atuação do Robert Sheeham, que dá vida ao Simon e foi o ator que mais se encaixou no papel, Izzy está provocante assim como no livro, com seu chicote e perícia, e tem o Alec, que faz o seu papel de homossexual, e explicitam isso no filme quando a Clary pergunta à Izzy se ele gosta do Jace e ela diz que a Clave não aprova, e assim como no livro, ele não demonstra muito afeto pela Clary, e temos uma alfinetada nele por parte do Magnus (outro que também está bem parecido com o livro, sem calças), que o chama de “sexy”. Enquanto a Valentim, as diferenças físicas dele do filme pro livro não afetou em nada; Valentim cumpre o seu papel de tipo perfeito de vilão, ambicioso, esperto, astuto e inteligente.

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Enquanto a Trilha Sonora,temos uma trilha realmente bem produzida; e temos um destaque na cena do beijo de Jace e Clary na estufa, quando “Heart by Heart” cantada por Demi Lovato traz uma sensação de realidade que agitaram a todos no cinema e ficou muito bem enquadrada no momento.

O filme, com sua fotografia sombria, tem suas cenas tristes, como por exemplo quando Clary tenta falar com sua mãe e ela apenas meche os dedos e não acorda, e tem seus momentos de ação sempre presente principalmente a partir do momento em que Simon é seqüestrado pelos vampiros; a partir daí, começa toda a ação do filme, que segue até o seu impactante final, com muitos aspectos, por exemplo, a visibilidade de uma mordida de vampiro em Simon.

Na cena final, assim como na boa parte dos filmes lançados ultimamente, temos uma intimidação para assistir obrigatoriamente sua sequência: Clary entrega a Valentim o Cálice falso e guarda na manga de seu traje a carta do verdadeiro Cálice Mortal; uma metáfora, significando que Clary tem uma “carta na manga”.

O filme foi muito bem produzido, e por mais que tenha um ou outro pecado ou ponto negativo, deixa a todos animados com suas cenas de ação e tudo mais. Herald Swart fez um ótimo trabalho juntamente com sua equipe e elenco, e o filme não deixou a esperar. Pessoalmente, daria nota 9.0/10.0 para esta excelente produção. E posso afirmar, que se Cidade das Cinzas manter o mesmo nível, Os Instrumentos Mortais enquanto a filmes tem muitas chances de se tornar um dos grandes fenômenos da história do cinema.