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RESENHA: Harry Potter and the Cursed Child (SEM SPOILERS)

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Tudo estava bem. Pouco mais de 9 anos após o lançamento do livro Harry Potter e as Relíquias da Morte, chegou às livrarias do mundo inteiro os exemplares de Harry Potter and the Cursed Child. A oitava história do bruxo mais famoso do mundo era para muitos novidade, para alguns, uma continuação que não deveria existir, e para outros, o retorno à magia. Mas a verdade é que seja lá o que você esperava ler em Cursed Child, o livro superará suas expectativas.

Primeiramente, devemos reafirmar o que todos já sabem: se trata de um roteiro. Como roteiro, você não vai encontrar longas descrições sobre pensamentos, cenários, ambientes e tudo mais. Se trata de uma breve descrição das ações com as falas dos personagens. Aos fãs que temiam esse formato, não temam mais. É possível ver que embora não esteja como autora principal, J.K. Rowling está por trás de cada linha daquela. E além disso, a rapidez dos acontecimentos garante que a leitura seja envolvente e que o leitor se perca no meio dos acontecimentos.

O inicio, propositalmente conturbado com informações e uma nostalgia inigualável, joga o leitor no meio da história e faz com que não queira voltar mais. Não existe toda aquela introdução explicativa e tudo mais: você começa a ler e já está a lado de Harry, Ron, Hermione e seus filhos. E na próxima cena, já vê surgir os problemas que levarão ao desenvolvimento do livro. No meio do roteiro, já está imerso em um turbilhão de problemas que parecem sem solução e quando menos percebe, já está no clímax e em seu final.

Em relação ao roteiro, evitaremos spoilers. Mas tudo que se teve em Harry Potter está tudo ali: a nostalgia de Harry com seus amigos lutando por algo, as ligações com os acontecimentos passados da saga, um plot twist de fazer qualquer um perder o fôlego, as lições sobre temas filosóficos, as novidades sobre a nova geração de bruxos, e claro, até mesmo um pouco (ou nem tão pouco assim) de fan-service.

O roteiro explica muito bem a função de sua história como peça: você consegue notar que aquela história foi construída para o teatro. Não poderia acontecer de maneira diferente de uma forma tão concisa: se fosse romance, seria muito maior e complexo, e para o cinema, você terá que ler para saber os motivos. Além disso, não há muito mais a se dizer sobre esse livro. A Diagramação, as artes, a coerência e a divisão de partes são perfeitas.

Harry Potter and the Cursed Child é, por definição, um livro de J.K. Rowling. É a segunda oportunidade dos fãs dizerem adeus à saga em uma obra de arte que não deixa muitas palavras para descrevê-la. A torcida agora é para termos a peça no Brasil e saber o que a Warner pretende fazer com seus direitos. Além disso, só nos resta reafirmar: Tudo estava bem.

Você pode adiquirir o livro-roteiro da série em sua versão física aqui e em sua versão virtual aqui.

Participante do Sobre Sagas desde 2013, entrou na equipe como Colunista do site. Potterhead desde 2006, viu em Potter a oportunidade de se apaixonar por literatura fantástica (O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo, Percy Jackson), e atualmente também tem se apaixonado por distopias (The Hunger Games) e dramas mais densos.
  • Brian

    O inglês do livro é complicado

    • Brian

      é uma pergunta;…….O inglês do livro é muito complicado?

    • Helena

      Não é um livro que um leitor em nível básico de inglês consiga entender. A autora faz uso de alguns regionalismos de fala na escrita, o que dificulta bastante o entendimento para falantes não-nativos.
      No mais, eu acho um livro tranquilo e eu sou uma leitora de nível intermediário.

  • Helena

    Eu achei o estilo do livro completamente diferente do que normalmente víamos em Harry Potter (e não por causa do formato de roteiro).

    Não gostei da caracterização do Harry, do Ron e da Hermione; muitos reclamam dos filmes, mas achei a desse livro bem pior. Ela foi um pouco paródica, enfatizando certas características em um nível absurdo (o humor do Ron, a impetuosidade do Harry e a inteligência da Hermione).

    No entanto, é uma peça de teatro e, como tal, tem certas coisas que precisamos relevar (como a rapidez e falta de profundidade das cenas).

    Eu me senti um pouco nostálgica, mas na real… muito clichês que te dão a impressão de estar lendo uma fanfic.

  • ROGERIO

    ESTOU MUITO CURIOSO PARA LER O LIVRO, TODOS ESTÃO COMENTANDO , QUE BOM QUE J.K. Rowling VOLTOU A CENA.

  • RYAN

    ASSIM,COMO MEU AMIGO ROGÉRIO, TAMBÉM ESTOU MUITO ANSIOSO PARA LER O LIVRO.

  • Rose Dawson

    Cursed Child é tão bom que jornalistas entraram no clima das Olimpíadas e estão dando uma de ginasta. Estão se contorcendo pra construir resenha elogiando o livro sem parecer que é forçação de barra.

  • Luan

    Ansiedade pra ler esse livro não cabe dentro de mim…
    É tão bom saber que vamos ter uma continuação de Reliquias da Morte