Para alguns, um mestre, para outros, um grande escritor desconhecido, mas todo e qualquer leitor deve reconhecer: J.R. R. Tolkien é o pai da fantasia. Com muitos livros publicados, mesmo após sua morte, o professor Tolkien se tornou um fenômeno mundial especialmente por suas duas grandes obras primas, O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Em J.R.R. Tolkien: O Senhor da Fantasia, conhecemos profundamente este gênio – desde sua difícil infância até a sua era de ouro como professor de Oxford e exemplo para a literatura. Escrito por Michael White, o livro é uma leitura obrigatória para todos aqueles que são fãs ou simplesmente gostam de qualquer obra do professor. Confiram o que achamos dele nessa resenha.

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Primeiramente, não se preocupe com a leitura: ao contrário de centenas de biografias que temos por aí, Michael White consegue passar todos os detalhes de forma bem fluida e concisa. Com uma pequena introdução em que ele relata como conheceu Tolkien e como o mestre teve o primeiro contato com a Terra Média (“Numa toca no chão vivia um hobbit…”), White já demonstra grande domínio sobre toda a vida do mestre, e assim prossegue pelas próximas páginas.

Descrevendo detalhadamente como os pais de Tolkien se conheceram e a difícil vida que tiveram em Bloemfontein, na África do Sul, as ilimitadas pesquisas de White nos levam a acreditar em um início difícil já no início da vida do escritor. Quando criança, morou em Sarehole e em Birmingham, e já pequeno começou a desenvolver certo afeto por línguas. Com a morte de seu pai por febre reumática a vida do jovem começou a mudar, e a partir do momento em que sua mãe aderiu-se à fé católica, as coisas realmente ficaram cada vez mais difíceis, e se prolongaram até a morte de sua mãe.

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Com o passar do tempo e já com um irmão, Tolkien sempre deu valor a educação. Acabou o ensino médio e se ingressou na Universidade de Exeter, mas a Primeira Guerra Mundial explodiu na Inglaterra e ele teve que participar dela, guerra na qual ele perdeu dois grandes amigos. E foi também jovem que conheceu Edith Bratt, sua futura esposa.

E levando a vida como professor de Oxford, Tolkien teve filhos e começou também a investir em suas obras, e de pouco a pouco, foi publicando livros que conquistavam cada vez mais leitores. A amizade do autor com C.S. Lewis também foi bastante explorada, e temos o prosseguir da vida de Tolkien brilhantemente detalhada em cada páginas que se segue, passando pelo seu brilhante trabalho como filólogo, o impacto de sua obra na época, sua relação com os leitores e segue durante toda a sua vida até o seu enterro na Inglaterra, e suas obras posteriormente publicadas.

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Um ponto que vemos em toda obra e vale a pena destacar, é as inspirações do mestre para suas obras. White estudou toda a vida de Tolkien e sabe descrever as diversas inspirações para as criações do escritor. Outro ponto extremamente importante do livro é a proximidade com que Michael tem com Tolkien, que faz com que qualquer desinformado possa pensar até mesmo que eles foram amigos bem próximos, devido ao requinte e detalhismo usado por White.

Publicado pela Darkside no Brasil, toda a arte do livro vai encantar quem adquiri-lo. Com capa dura, árvores de Numenor entre os capítulos e fotos do mestre no final, é um dos livros que vale a pena separar um espaço separado e honroso na sua estante para ele. Por fim, é um livro que certamente vale a pena de ser lido, pois como já disse anteriormente, Tolkien está além de ser “mais um escritor”, ele é um mestre, e saber um pouco mais sobre a vida de um mestre certamente é um ato engrandecedor.