cats

Resenha: Prodigy – Marie Lu

prodigy_header__index

Logo que finalizei a leitura do livro Legend, da autora Marie Lu, já iniciei a leitura do segundo livro da trilogia:  Prodigy. Como o primeiro livro, Prodigy é um livro empolgante do começo ao fim, mas ainda assim consegue superar seu antecessor em vários aspectos.

cats

A trama  inicia no mesmo ponto onde Legend terminou: June e Day estão num vagão de trem em direção a Las Vegas para encontrar os Patriotas, mas no trajeto uma coisa inesperada acontece. O Primeiro Eleitor morre e seu filho, Anden, assume seu posto.

Quando chegam em Vegas, eles têm a ajuda do grupo dos Patriotas, liderado por Razor, mas antes eles impõem uma condição: eles devem se separar, June deve retornar à republica, conquistar novamente a confiança do Primeiro Eleitor e conta-lo um falso plano de assassinato para que ela possa leva-lo ao verdadeiro local do crime e Day, deve assassina-lo.

1604582_580984605313490_157710338_n

June finalmente consegue a confiança do Primeiro Eleitor, porém ela percebe que Anden não é o Ditador que seu pai era;  é um homem com ideias revolucionárias, que pode ajudar a salvar de vez a República e é aí que June começa a suspeitar das verdadeiras intenções de Razor e dos Patriotas.

“- Até aqui, tudo bem. Lembre-se de quem é o inimigo.”Página 128

Em quem ela deve confiar? Quem está falando a verdade e quem está mentindo? Quem realmente é o seu verdadeiro inimigo?

1525435_580984798646804_570900097_n

Marie Lu não só conseguiu cumprir minhas expectativas em relação ao livro, como conseguiu supera-las. Day e June, os protagonistas, são personagens fortes e bem construídos, independentes, sabem se virar sozinhos e não dependem de ninguém. Quando você se aventura na estória da dupla, você fica completamente viciado. A escrita da autora é completamente sensacional, nos proporciona uma narrativa eletrizante. Como disse no início, o livro é empolgante do começo ao fim, a leitura flui facilmente.

Um dos pontos que mais me agradaram nesse segundo livro foi que os personagens secundários – praticamente nulos no primeiro livro – são bem mais trabalhados neste segundo, conhecemos mais a história de Tess, a garota tímida e imatura do primeiro livro, amadurece 100% no segundo, e revela ser apaixonada por Day, a autora também aprofunda mais em Kaede,  e até em Thomas.

” – Metias estava apaixonado por você – sussuro” Página 90

O romance entre os protagonistas também evoluiu muito em relação a Legend, em Prodigy há bem menos romance, ou quase nada, e bem mais ação. Depois que Tess revela ter uma paixonite por Day a história ganha um triângulo amoroso.

1503430_580984735313477_1591496464_n

Marie Lu  nos conta mais sobre as Colônias: como é a vida por lá e qual é o sistema adotado por eles. Também aprofunda no surgimento da Republica, como eram as provas no início, porque elas foram criadas e porque elas são tão brutais agora, o que me agradou muito, pois, geralmente, nas outras distopias isso nunca fica bem explicado.

Concluindo, Prodigy é fascinante, uma continuação de caráter. Como em muitas sagas, temos a maldição do segundo livro, aquele que sempre é o mais odiado da série, e isso não aconteceu com esta trilogia, pois o livro é infinitamente melhor que Legend (não que Legend seja ruim, porque não é). Prodigy é um livro com revelações e reviravoltas de tirar o fôlego, e uma das mais importantes está nas últimas folhas, o que nos deixa com mais ansiedade para ler continuação: Champion, que será lançado no Brasil pela editora Prumo no primeiro semestre deste ano.

“Anden pode ser o homem mais poderoso da República, mas Day, o garoto das ruas que não tem nada além da roupa do corpo e da seriedade no olhar, é o dono do meu coração.
Ele é tudo o que é belo.
Ele é o raio de esperança em um mundo de escuridão.
Ele é a minha luz.”Página 301